segunda-feira, 1 de junho de 2015

Teorias da Comunicação - Agenda Setting

Em seu livro Teorias da Comunicação (Lisboa, 2009), o sociólogo Mauro Wolf discorre a respeito do agenda setting. Ele trata a respeito da influência cognitiva desse agendamento. O autor traz a ideia de que há uma reflexão teórica a respeito do temas levantados. O destinatário combina a informação nova com a acumulada na memória, em um processo de compreensão mútuo. “É provável que aí existam estratégias de utilização dos conhecimentos, isto é, que, em vez de uma ‘activação’ mais ou menos cega de todo o conhecimento possível seja estratégica, dependendo dos objectivos do indivíduo, da quantidade de conhecimentos disponível acerca do texto e do contexto, do nível de tratamento ou do grau de coerência necessária para a compreensão, que são exactamente critérios para a utilização estratégica do conhecimento (van Dijk - Kintsch, 1983, 13) (2009, pág. 73)”. Há uma melhor memorização, portanto.

Para exemplificar tal teoria, pode-se citar as reportagens do portal G1. No Paraná, a maioria dos casos de manifestações de professores foram noticiados. Atualmente, pode-se encontrar manchetes como “Protesto de professores cancela evento com secretário estadual no PR”. Já no início dos atos podia-se ler matérias com títulos como “Professores e polícia entram em confronto durante votação na Alep”. A percepção do sujeito a respeito do estado de opinião de tal tema tem um realce diferenciado em diferentes circunstâncias, desse modo.

Vê-se então o aumento da tematização e sua presença nos mass media. Isso porque o interesse público pode pautar os veículos, sendo esse um tema de amplo impacto.



Rodrigo Sigmura - 3º período - noturno

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