segunda-feira, 1 de junho de 2015

Wolf e a Teoria do Agenda Setting

Mauro Wolf, em seu livro “Teorias da Comunicação”, faz um estudo abrangendo diversas teorias e hipóteses dentro da comunicação e, entre elas, está a hipótese do agendamento, também conhecida por teoria do agenda setting.

Wolf diz que essa hipótese do agendamento se refere a como a mídia e seus veículos de comunicação persuadem o público, influenciando na forma dele pensar. Apesar do agenda setting nem sempre impor uma opinião, ele pode determinar qual será o assunto mais presente dentro da população.

Dentre todos os meios de comunicação citados, Wolf também fala sobre a influência da televisão sobre a população: “A televisão tem um certo impacte, a curto prazo, na composição da agenda do público. O melhor modo de descrever e distinguir essa influência será, talvez, chamar «agenda-setting» à função dos jornais e «enfatização» (ou spot-lighting) à da televisão. O carácter fundamental da agenda parece, frequentemente, ser estruturado pelos jornais, ao passo que a televisão reordena ou ressistematiza os temas principais da agenda (WOLF, 160)

Um exemplo disso foi a cobertura do acontecimento no Centro Cívico de Curitiba no dia 29 de abril, em que policiais “massacraram” os professores que lutavam por seus direitos. Nessa época, o assunto foi exageradamente discutido durante dias em diversas emissoras, causando uma grande repetição e repercussão do tema. Isso fez com que a população falasse apenas desse assunto durante dias e, até mesmo, semanas. Ou seja, a mídia, mais uma vez, determinou a agenda pública.

Um link que mostra exatamente isso é o https://www.youtube.com/watch?v=nuI-38RDCLI, em que são dedicados pouco mais de 14 minutos (o jornal na íntegra) para falar apenas sobre isso, tirando os outros dias em que as emissoras discutiram o tema.


Victória xavier
Foto da revista Exame

Foto do Paraná Online

Foto do Paraná Online

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