quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Solidariedade nas ruas de Curitiba

"Acho que se todos nós ao invés de ficarmos pensando como seria bom se o mundo fosse um lugar melhor e realmente fizéssemos algo, a vida de toda a nossa comunidade poderia ser beneficiada, é um patamar mais próximo do que imaginamos". É sob essa perspectiva que Carlos Rezende Machado, gerente financeiro de 39 anos, é motivado a ter atitudes solidárias.
Carlos é o quinto membro de um grupo de  amigos que se reúnem todas as quintas-feiras para distribuir mantimentos e cobertores aos moradores de rua da capital paranaense. A ideia surgiu, ele conta, de maneira informal em 2011,  "durante um bate-papo mesmo", quando conversava com uma de suas amigas que atualmente coopera na distribuição dos materiais arrecadados e é  assistente social. Na ocasião, ela narrava os desdobramentos da organização de um projeto solidário de doação de donativos que ela estava gerenciando, relato esse que instantaneamente inspirou Carlos a começar a agir.
O gerente financeiro afirma que apesar de amar seu ofício na área de Economia, é realizando atividades voluntárias que se sente plenamente realizado, assim ele sustenta que ajudar ao próximo contribui para a satisfação pessoal e as ações solidárias podem estar ao alcance de qualquer pessoa disposta, independente de suas ocupações diárias.
Machado afirma que pretende ampliar as ações do grupo e desenvolver uma Ong em que possa ter mais visibilidade para a arrecadação de materiais, alcançar mais voluntários e assim ajudar mais pessoas.
Ao ser questionado se ele imaginava-se realizando esse tipo de atividade, o profissional volta no tempo e afirma que de uma maneira tão pontual ele não pensava a respeito anteriormente, entretanto, quando era criança,  afirma que sempre quis ser alguém que fizesse a diferença no mundo, que contribuísse de alguma forma, como um "super-herói, brinca, e apesar de nenhum planejamento prévio, a vida culminou espontaneamente para que ele desenvolvesse o projeto.
Machado finaliza reiterando que pessoas esperam muitas vezes por atitudes grandiosas e acabam por esquecer o que pode ser feito cotidianamente, sendo que além de perder a oportunidade de ajudar ao próximo, paralisam o que ele acredita ser um efeito de solidariedade em cadeia, em que uma pessoa com sua ação impacta e estimula os demais a seguir o mesmo trajeto, "é por isso que eu tento apadrinhar mais pessoas para formar uma corrente do bem", esclarece.

Guilherme Novakoski; Lívia Mattos; Rebeca Franco - 2° Período/Noite

2 comentários:

Celina Alvetti disse...

ok, personagem interessante. o relato realça o carater comum, ao qual o jornalismo pode dar visibilidade.

Celina Alvetti disse...

faltou a ilustração.