sábado, 22 de outubro de 2016

No Newsmaking, nada new is made!


 Luiz Mourão

A teoria do newsmaking consiste em apontar as limitações impostas pela indústria da notícia ao jornalista. O termo remete ao “fazer da notícia” e, embasado nesse processo, busca demonstrar que existem critérios de noticiabilidade muito mais importantes para a confecção de uma matéria do que as escolhas e os parâmetros de quem a produz. Desta forma, as reportagens que nos informam diariamente podem até ter diferentes estruturas e formas organizacionais, entretanto, independente do meio e veículo que são publicadas, representam um mesmo padrão para serem escolhidas e disseminadas.

A Operação Lava-Jato, que há dois anos e meio consta regularmente no dia-a-dia de qualquer portal de notícia, tem suas novidades publicadas de acordo com uma ordem cronológica, o grau de importância dos novos fatos e com as linhas editoriais de cada veículo. Ao compararmos a maneira com que cada um trata as novidades, notaremos que paralelamente ao gatekeeping, ou seja, o filtro dos editores (que é por si só um padrão da indústria e assim pode ser encaixado com uma das peças do processo de newsmaking) observa-se que independente de o que for considerado mais noticiável para cada jornal, será tratado de forma  similar. Isto se reflete na maneira com a qual se apura, se diagrama, se pauta e se publica cada matéria.


A obrigação do leitor para consigo mesmo é compreender que ele não tem que julgar notícia para si tudo o que o que as mídias considerem com alto valor-notícia. É necessário que se tenha conhecimento dos métodos de seleção e que esse valor é apenas um indicativo subjetivo que tenta medir o grau de importância dos acontecimentos. Ao consumidor cabe, portanto, ter noção de sua posição de vulnerabilidade frente a cenários facilmente manipuláveis.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O Gatekeeper do dia-a-dia

Leticia Garib

Que a verdade seja dita: todos exercemos a função de gatekeeper diariamente. Cada vez que selecionamos apenas as informações que nos favorecem para relatar um acontecimento. Essa atitude vem com o ser humano desde a infância, quando a criança prefere esconder o giz de cera que usou para pintar a parede e então coloca a culpa no irmão ou até no cachorro. O que essa criança fez foi admitir que o fato aconteceu, porém, omitindo o que a condenaria.

Tudo bem, pode parecer um pouco chocante o medo de uma ingênua criança ser comparada a um adulto maduro e consciente de seus atos. Darei, então, outro exemplo. Quando, em uma discussão dois adultos brigam a respeito de qualquer mal entendido que tenha acontecido, os dois costumam falar sempre o que realmente aconteceu? Eles relatam todos os fatos? Ou eles utilizam as informações disponíveis para ganhar a discussão?

O que diferencia o gatekeeper do que fazemos em nossa vida pessoal, é que ele é um profissional pago para defender os interesses e linha editorial de um jornal. E se nós, costumeiramente utilizamos desta artimanha para nos favorecer, por quê os jornais não devem fazer o mesmo?

O que nos falta é aprender a jogar com as cartas que temos nas mãos. Precisamos sim lutar e reivindicar melhorias, mas até lá, reclamações, protestos e textões em redes sociais farão alguma diferença? É claro que não!

Se essa é a regra do jogo então joguemos como se deve. Se os jornais precisam noticiar apenas o que lhes interessa para suprir seus interesses, então é claro para mim que apenas uma fonte de informações não pode ser utilizada quando queremos nos informar realmente. E isto é muito claro quando comparamos apenas as manchetes das mesmas notícias em jornais diferentes.



Cada jornal precisa defender seus próprios interesses, cabe a nós aprender a nos informar com qualidade em meio a tudo isto. Eu sei que o tempo é curto e há muitas coisas a fazer, mas não acredito que ficar de birra com os jornais só porque eles não falam sobre ou como você gostaria seja uma solução para o problema.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Influenciando uma sociedade machista

 Por Patricia Munhoz, 3° período de jornalismo

Pleno séc. XXI, a mulher continua lutando pela a igualdade. No entanto, ainda vivemos uma sociedade sexista e machista. Uma sociedade em que uma mulher é exaltada por ser “recatada e do lar”, que é discriminada por amamentar em locais públicos, uma sociedade em que se justifica o estrupo com “ah, ela pediu por isso”.
A mulher luta contra essa sociedade a muito tempo, mais tempo do que podemos imaginar. Agora, já está clara a única forma de vencer essa luta, a único modo é mudar  a mentalidade da juventude. Afinal, os jovens são nosso futuro e são eles que devem entender e praticar o conceito de igualdade.
A luta pela igualdade não é só para as mulheres, mas para todos que de alguma forma se sentem excluídos do meio social, é isso que os jovens devem saber e esse respeito deve ser natural, deve ser cultura.
Entretanto é difícil incumbir ao jovem tamanha responsabilidade, se é justamente o contrário que é mostrado de forma disfarçada pelas mídias. Essa tem o verdadeiro poder de influenciar o cidadão.
Alguns dias atrás, um jornal televisivo – não é preciso dizer nomes, mas quem viu a notícia, saberá – fez uma matéria sobre a administração dos gastos de uma família. Repórter com muito humor, simpática com os entrevistados, mas mostrou uma realidade que não é a única. Ou seja, um casal em que a mulher é a que gasta sem pensar e o homem é o que segura e gasta no que é necessário.
Analisando de forma bem crítica a reportagem, ouso dizer que essa nem reportagem era. Apenas mostrava uma entrevista com um casal e, no final, a entrevista com um economista, porém, esse não falou nada de útil para se diminuir os gastos. As conversas entre a reportagem e os personagens eram rasas e descontraídas, como  se fosse uma conversa de amigos.
Mas aqui o que nos interessa é dizer que a reportagem, mesmo disfarçando com brincadeiras de descontração, deixou clara um posição de machismo, rebaixando a mulher como alguém incapaz de administrar as contas e isso sendo o papel do homem da casa.
Ou seja, a mulher gasta com futilidades, enquanto o homem trabalha para pagar as contas. Voltamos no tempo, essa matéria é um retrocesso anulando tudo o que as mulheres já conquistaram e toda luta percorrida.
Após essa reportagem, o jornal seguiu com diversas matérias sobre futilidades e, muitas das quais, direcionadas a mulher. Como a “notícia” sobre as ideias de lustre para sua sala de jantar.
Então, a mídia influencia a opinião pública e essa influência ocorre dependendo do interesse do veículo de comunicação. Por exemplo, o jornal citado a cima passa num horário especifico da semana, a partir disso, ele sabe qual é seu público alvo.
Através disso, o jornal sabe qual é o tipo de matéria que ele precisa passar, sabe o que vai atrair seu público alvo.

Logo, isso ocorre unicamente por um interesse em números que representam seu público. Porém, matérias como essa são extremamente influenciadoras no tipo de sociedade em que vivemos hoje. Uma sociedade que não vê problemas em reportagens como essa citada no texto.
Mulheres têm poder

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Quem pauta quem?

Por Beatriz Mira, 3º Período de jornalismo

Então, a pergunta que fica é: Essa manipulação dos fatos ocorre por causa dos veículos ou por causa dos indivíduos?”. Foi com essa questão que fechamos o nosso último texto. Sugiro aqui, para começarmos o raciocínio, uma breve reflexão: E se a mídia noticiasse tudo que o público diz que deve ser noticiado? E se quem pautasse o Jornal Nacional fossem os espectadores?

Estaríamos lidando com uma inundação de informações que nem sempre seriam relevantes para o nosso dia a dia. Um exemplo claro disso é a seção Painel do Leitor do jornal Folha de São Paulo. A editoria traz apenas notícias pautadas por leitores, que quase sempre, carecem de relevância. Manchetes que abordam temas como ruas esburacadas ou outro problemas de bairro compõe a página. “Ponto Frio não trocou câmera fotográfica com defeito” e “Casa Suíça não troca bolo com pedaços de plástico” são alguns exemplos.

O que a população as vezes falha em perceber, é que faz parte do papel do jornalista selecionar o que é notícia, e ela precisa disso. Se uma dia o povo viesse a pautar o jornal, seria como aquele filme em que as crianças ficam sozinhas, sem os pais, e acham o máximo no começo, mas depois percebem que não são capazes de administrar uma casa ou o que for sozinhos.


O povo paga o jornalista justamente para cumprir essa função, e depois, reclama. É claro que não devemos generalizar e nem apelar para os extremos. Até por que ao lado da notícia sobre o bolo com plástico da Casa Suíça, vemos “Água falta 24 horas por dia, três vezes por semana”, na região onde a leitora mora. Pode não ser notícia para o país inteiro, ou nem sequer para o resto da cidade de São Paulo, mas outra parte da função do jornalista é dar voz para aqueles que não a tem.

A editoria da folha pode acabar parecendo um fórum de reclamações, mas também pode ajudar uma comunidade a chamar a atenção da prefeitura para algum problema. O que precisamos, no jornalismo e na vida, é um equilíbrio entre as duas partes. A participação do leitor já é uma realidade para nós e não devemos tentar muda-la. Ao mesmo tempo, o leitor deve entender que é necessária a existência de um “filtro”, que seleciona e interpreta os fatos, até para o seu melhor entendimento. Trabalhando lado a lado, a parceria entre imprensa e sociedade pode ser poderosa, no melhor dos sentidos.


domingo, 16 de outubro de 2016

Esporte na mídia


Por: Patricia Munhoz, 3° período de jornalismo

Esporte no Brasil, futebol na Televisão. Ou seja, o esporte é muito valorizado pela mídia brasileira, principalmente o futebol. A todo momento é possível saber o que está acontecendo no mundo do esporte.
É verdade que o editorial de esporte rende muitos leitores e/ou espectadores para os veículos de comunicação. Inclusive, é possível dizer que rende mais que uma notícia sobre como está a economia do Brasil.
Devido aos avanços tecnológicos que facilitam a democratização da informação, os veículos de comunicação precisam se preocupar ainda mais em manter seu público alvo. Por isso, os veículos devem abordar assuntos que sejam do interesse da maioria.
No entanto, será que essa preferência pela editoria de esporte não é provocada pela própria mídia?
É possível perceber que, às vezes, as notícias de esporte são usadas para mascarar um outro assunto de extrema importância para a população. Isso ocorre, dependendo dos interesses do próprio veículo.
Assuntos relacionados à política, economia e problemas sociais até são transmitidos pelas mídias, mas os números de reportagens sobre esportes/futebol são tão saturados que acabam ocupando todo o pensamento dos indivíduos.
Por exemplo, alguns jornais estão dando mais enfoque a notícia sobre a polêmica do Atletiba e têm os portais que colocam como manchete principal a notícia sobre o time do Paraná ter perdido. Isso em um momento de grandes mudanças na educação, por causa da aprovação da PEC 241, também há o segundo turno das eleições municipais e as reviravoltas na política causada pela investigação da Lava Jato.

Com certeza as notícias de esporte também são relevantes, mas o que se percebe é uma supervalorização desse tipo de notícia em detrimento das notícias que são de extrema importância para a população, ou deveriam ser.
Como já disse no começo do texto, todo veículo precisa de público e para isso é preciso noticiar o que interessa a maioria. Todo jornal conhece o seu público alvo e vai focar nele, por esse motivo, dará mais ênfase a um gênero de notícia que outro.
No entanto, isso não justifica o que muitos veículos estão fazendo. Noticiando da menor forma possível questões como a PEC 241 e as ocupações nas escolas e enaltecendo notícias como o time que perdeu um jogo de futebol.
Há dois motivos para esse fenômeno ocorrer. O primeiro é que as pessoas estão se mostrando cada vez mais desinteressadas em assuntos complexos e nada “divertido”, o segundo motivo é o interesse dos veículos.
Esse segundo motivo é mais complexo, já que o papel do jornal é informar, isso não se discute, mas cada veículo vai falar sobre o que lhe convém, o que é um problema, pois, como ele decide o que lhe convém?
Vai depender do público que aquele veículo atrai e, também, dos interesses relacionados a política. Por mais que todo jornal e jornalista devam ser imparciais, a realidade é outra.
Todo veículo vai enveredar para um lado da política, e num momento como esse efervescente no ramo da política do país, com a indignação da população, os veículos acabam mostrando ainda mais o lado deles.
Independente disso, o fato é que o jornal tem o poder de escolher o que quer dar de notícia ao seu leitor ou espectador. Esse poder existe desde sempre e está cada vez mais forte.
O problema que esses veículos enfrentam é a Internet. Com os avanços tecnológicos, as pessoas não possuem mais apenas o veículo tal para saber o que acontece no mundo. Agora, há o acesso facilitado por vários jornais de linhas editoriais completamente diferentes.

Então, a pergunta que fica é: Essa manipulação dos fatos ocorre por causa dos veículos ou por causa dos indivíduos?



sábado, 15 de outubro de 2016

Pautas arbitrárias, inundação de informações

- Leticia Garib


Antes de começar a discorrer sobre o assunto, quero te fazer uma pergunta reflexiva: o que você faria se ninguém selecionasse as notícias para você? A mídia é julgada constantemente por escolher quais temas são pertinentes ou não para suas reportagens, mas e se todo tipo de assunto fosse escrito? Você acha que leria? Pagaria por isso?

Não discordo da acusação de que a mídia é manipuladora. Quando quer, de fato ela é! Porém deixo meu ponto de vista: qual foi a última vez que você buscou uma informação sozinho? Quando foi que você entrou no site oficial de alguma organização em vez de pesquisar sobre isso no google ou em algum jornal?

Se existe alguém que faz isto, fico surpresa. Mas é sua culpa não fazer isto? Absolutamente não! Porque é para realizar estas tarefas que existem os jornalistas e é isto o que você espera deles. Agora, querer acusa-los de cumprir exatamente a tarefa que você espera que eles façam já é demais.

Se todas os releases que as redações recebem diariamente fossem transformados em matérias, não haveria jornal que coubesse tanta informação. Vocês nos dizem: publiquem todos os fatos e não apenas aquilo que vocês querem; e nós lhes respondemos: não é isso que vocês querem de verdade.

Vivemos em uma sociedade imediatista que quer tudo na mão. O que vocês querem não é mais informação – já que não leem nem as que já estão disponíveis. Querem é viver na ilusão de que são bem informados, enquanto continuam se alimentando apenas daquilo que a mídia quer que vocês saibam.

Reclamar de um sistema não faz com que você saia dele. Afinal, você só pode se revoltar contra ele porque o próprio sistema permite que você faça isto. A minha crítica não é aos jornais que selecionam as pautas e nem aos consumidores que confiam estas decisões aos jornais, mas à grande problematização que se dá em torno disto.

Se existem tantos jornais que publicam matérias distintas e com pontos de vistas diferentes e outras milhares de mídias alternativas por aí, por quê insistir para que determinados jornais publiquem outros assuntos além daqueles que são de seus interesses? Se você não gosta do que um jornal escreve, o leia e aumente seu conhecimento.

Cada jornal tem o seu ideal, a sua linha editorial e sua própria opinião sobre diversos assuntos, se o leitor tem a opção de escolher por qual ele deseja se informar, ótimo! Você não precisa querer mudar um determinado jornal só porque ele não publica o que você acha que ele deve publicar.

Não julgue os jornais por cumprirem o papel que você confiou a eles. Se acredita que as coisas deveriam ser diferentes, não é criticando os jornais que você vai conseguir essa mudança.



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Antes não informado do que mal informado


Por Beatriz Mira, 3º período de jornalismo

Hoje em dia, se informar pela internet é um ato básico para a grande maioria das pessoas. Ouvimos tantas características maravilhosas sobre a internet que fica difícil, especialmente para uma estudante de comunicação de 19 anos, discordar ou questionar a sua veracidade.

Recentemente, me vi inserida em um exercício acadêmico, um desafio por diversos motivos, de subir ao palco durante um evento, e explicar por que não é possível se informar na internet com profundidade. Meu primeiro pensamento foi: “passei a vida inteira defendendo a internet, como posso criticá-la agora?”

Com um mínimo de pesquisa, descobri que é sim possível, e necessário, criticar a internet. Inclusive, fiquei assustada com a facilidade que tive na execução deste trabalho. Mas vamos começar do começo. O que exatamente eu estava criticando? O que o outro grupo, que se colocou favorável à internet, iria dizer? A internet é veloz. É multimídia. É democrática.

Ela permite que um grande número de pessoas aprendam, e tenham suas vozes ouvidas. Ela dá visibilidade e vida a meios de comunicação alternativos, que, teoricamente, não tem “rabo preso” a nenhuma figura importante da sociedade.

Não posso negar: essas características são todas reais. Mas, infelizmente, nenhuma delas se associa à profundidade, e à qualidade da informação. Não existe velocidade ou multimídia que compense informações erradas. É incrível que pessoas ao redor do mundo tenham uma plataforma mundial para expressar suas opiniões, mas isso também dá espaço à viralização de mentiras e “notícias” tendenciosas.

Mesmo os grandes portais de notícia, julgados confiáveis, publicam mentiras e informações erradas. Três das cinco notícias mais compartilhadas na semana do impeachment da ex-presidente Dilma, eram falsas. Notícias que foram escritas, publicadas e divulgadas por “portais de notícia confiáveis”.  A velocidade da web não é saudável e adequada para o jornalismo.

Não é segredo que na internet o compromisso da maioria dos veículos noticiosos é com a quantidade de acessos, e não necessariamente com a qualidade do texto e da apuração. Por isso, muito do conteúdo que vemos na web foi selecionado por alguém, que entende o que o público quer. Alguém, (uma pessoa, um veículo, ou até uma espécie de  senso comum dentro da redação) que acaba pautando os assuntos tratados na vida das pessoas que leem aquele jornal.

Essa figura se tornou uma entidade descentralizada com o advento da internet, mas ainda existe. Existe em cada um de nós, quando escolhemos postar o clássico “textão” no Facebook, ou quando escolhemos quais páginas seguimos ou não.

O conceito de bolha ideológica é facilmente aplicado a essa situação. É muito fácil para o indivíduo entrar na web e achar sites, blogs e páginas que falam exatamente o que ele quer ouvir. E, na maioria dos casos, ele acaba ficando restrito a opiniões como as dele, e a mercê de falsas informações. O resultado? Uma sociedade alienada, cada um na sua ideologia, sendo mimada pelos meios online que ela segue. Mídias online podem não ter “rabo preso”, mas todas partem de um ponto de vista.


A internet pode ser uma ferramenta maravilhosa para se entender diversos pontos de vista e para analisar o público que a usa, se quem estiver pesquisando saiba o que está fazendo. Como todo bom jornalista, o nosso dever se aplica a todos que usam a internet: desconfie e questione tudo o que lê. Só assim o ato de se informar com profundidade e qualidade se torna possível.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Por Patricia Munhoz, 3° período de jornalismo

Mais participação cultural e mais informação


Com tanta tecnologia rodeando o indivíduo fica difícil dar atenção a cultura de proximidade – ir a museus, teatros, cinemas -. É obvio que é possível ter todas as informações sobre artistas e qualquer cultura dentro do seu quarto com um computador no colo.
Entendemos a palavra cultura aqui como as atividades culturais que a cidade de Curitiba nos oferece em todas as áreas possíveis, como literatura, arte plástica filmes entre outros.
A facilidade que a tecnologia nos proporciona está anulando o hábito de sair da zona de conforto e buscar atividades culturais pela cidade. Curitiba oferece muitos eventos, bienais e encontros culturais para todos os gostos.
Admito que ainda há uma precarização na divulgação. Se você espera que apareça na sua frente uma oportunidade de participar, espere sentado. Essa falta de informação ocorre devido a hierarquia de assuntos escolhidos pela a agenda da mídia, muitas vezes, o veículo divulga eventos culturais que lhe rende alguma coisa. Nesse caso, o interesse do receptor/leitor é desvalorizado.
Para poder conhecer melhor nossa cidade, nossa cultura e diversas outras, faz se necessário ir atrás. Ou seja, fuçar diversos sites, ficar atento as notícias de cultura e, muitas vezes, professores dão dicas de eventos rolando no local.
Assim como os veículos selecionam o que querem passar para seus leitores/expectadores, nós devemos escolher o que queremos receber de informação. Para conhecer mais as atividades culturais do munícipio é preciso selecionar as mídias e veículos que irão nos fornecer as informações necessárias para nossos interesses individuais.
A exemplo, em Curitiba todo ano tem o Litercultura que é um evento gratuito e que traz diversos escritores, até de fora do Brasil, para dar palestras sobre suas obras. Esse ano além de abordarem os assuntos referentes as obras, os escritores trouxeram a suas “conversas” assuntos de questões sociais, como os problemas que refugiados enfrentam, e também questões políticas.
Entretanto para saber sobre o evento era difícil, pois só tinha no próprio site deles. A pergunta que devemos fazer é: por que um evento tão bacana como esse, não é divulgado ou é muito pouco? Por que existe a falta de interesse da mídi com relação a assuntos culturais?
No entanto, independentemente dessa dificuldade o que falta na sociedade, principalmente por parte dos jovens, é deixar a preguiça de lado. Também é preciso lembrar que apesar da internet ser algo muito bom e um facilitador em nossas vidas, nada substitui o pessoal, ou seja, ir ao local, ver de perto, pegar um livro na mão, ter um contato real com as experiências.
Acredito que todo tipo de cultura é válido. Por exemplo, você pode gostar mais de literatura clássica brasileira, mas isso não pode te impedir de conhecer a Bienal de Quadrinhos. Inclusive apesar de ter tido relevância na agenda da mídia local, a maior vinculação de informações sobre a Bienal ainda foi o Face book.
Ou seja, talvez as redes sociais estejam tendo mais força na divulgação de notícias sobre atividades culturais do que as mídias em si. É possível que as redes sócias como Face book e Twitter estejam mais preocupadas em passar tais notícias.

Questão: Como você vê essa questão em Curitiba?


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A influência da mídia

Os meios de comunicação funcionam como instrumentos de influência na compreensão da realidade. Mesmo que a teoria do agenda setting não defenda que a imprensa pretenda persuadir, é claro o seu poder de influência. Segundo o pesquisador Donald Shaw "as pessoas têm tendência para incluir ou excluir de seus próprios conhecimentos aquilo que os mass media incluem ou excluem do seu próprio conteúdo".

A mídia pode ser considerada como o quarto poder, pelo seu alcance, grande fonte de informação e entretenimento. Porém, seu grande "problema" seria na seletividade do conteúdo, pois somente o que é de seu interesse estaria exposto ao público.


Fernanda, Natalie e Luis Gustavo - 3° Período