domingo, 16 de outubro de 2016

Esporte na mídia


Por: Patricia Munhoz, 3° período de jornalismo

Esporte no Brasil, futebol na Televisão. Ou seja, o esporte é muito valorizado pela mídia brasileira, principalmente o futebol. A todo momento é possível saber o que está acontecendo no mundo do esporte.
É verdade que o editorial de esporte rende muitos leitores e/ou espectadores para os veículos de comunicação. Inclusive, é possível dizer que rende mais que uma notícia sobre como está a economia do Brasil.
Devido aos avanços tecnológicos que facilitam a democratização da informação, os veículos de comunicação precisam se preocupar ainda mais em manter seu público alvo. Por isso, os veículos devem abordar assuntos que sejam do interesse da maioria.
No entanto, será que essa preferência pela editoria de esporte não é provocada pela própria mídia?
É possível perceber que, às vezes, as notícias de esporte são usadas para mascarar um outro assunto de extrema importância para a população. Isso ocorre, dependendo dos interesses do próprio veículo.
Assuntos relacionados à política, economia e problemas sociais até são transmitidos pelas mídias, mas os números de reportagens sobre esportes/futebol são tão saturados que acabam ocupando todo o pensamento dos indivíduos.
Por exemplo, alguns jornais estão dando mais enfoque a notícia sobre a polêmica do Atletiba e têm os portais que colocam como manchete principal a notícia sobre o time do Paraná ter perdido. Isso em um momento de grandes mudanças na educação, por causa da aprovação da PEC 241, também há o segundo turno das eleições municipais e as reviravoltas na política causada pela investigação da Lava Jato.

Com certeza as notícias de esporte também são relevantes, mas o que se percebe é uma supervalorização desse tipo de notícia em detrimento das notícias que são de extrema importância para a população, ou deveriam ser.
Como já disse no começo do texto, todo veículo precisa de público e para isso é preciso noticiar o que interessa a maioria. Todo jornal conhece o seu público alvo e vai focar nele, por esse motivo, dará mais ênfase a um gênero de notícia que outro.
No entanto, isso não justifica o que muitos veículos estão fazendo. Noticiando da menor forma possível questões como a PEC 241 e as ocupações nas escolas e enaltecendo notícias como o time que perdeu um jogo de futebol.
Há dois motivos para esse fenômeno ocorrer. O primeiro é que as pessoas estão se mostrando cada vez mais desinteressadas em assuntos complexos e nada “divertido”, o segundo motivo é o interesse dos veículos.
Esse segundo motivo é mais complexo, já que o papel do jornal é informar, isso não se discute, mas cada veículo vai falar sobre o que lhe convém, o que é um problema, pois, como ele decide o que lhe convém?
Vai depender do público que aquele veículo atrai e, também, dos interesses relacionados a política. Por mais que todo jornal e jornalista devam ser imparciais, a realidade é outra.
Todo veículo vai enveredar para um lado da política, e num momento como esse efervescente no ramo da política do país, com a indignação da população, os veículos acabam mostrando ainda mais o lado deles.
Independente disso, o fato é que o jornal tem o poder de escolher o que quer dar de notícia ao seu leitor ou espectador. Esse poder existe desde sempre e está cada vez mais forte.
O problema que esses veículos enfrentam é a Internet. Com os avanços tecnológicos, as pessoas não possuem mais apenas o veículo tal para saber o que acontece no mundo. Agora, há o acesso facilitado por vários jornais de linhas editoriais completamente diferentes.

Então, a pergunta que fica é: Essa manipulação dos fatos ocorre por causa dos veículos ou por causa dos indivíduos?



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