quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Influenciando uma sociedade machista

 Por Patricia Munhoz, 3° período de jornalismo

Pleno séc. XXI, a mulher continua lutando pela a igualdade. No entanto, ainda vivemos uma sociedade sexista e machista. Uma sociedade em que uma mulher é exaltada por ser “recatada e do lar”, que é discriminada por amamentar em locais públicos, uma sociedade em que se justifica o estrupo com “ah, ela pediu por isso”.
A mulher luta contra essa sociedade a muito tempo, mais tempo do que podemos imaginar. Agora, já está clara a única forma de vencer essa luta, a único modo é mudar  a mentalidade da juventude. Afinal, os jovens são nosso futuro e são eles que devem entender e praticar o conceito de igualdade.
A luta pela igualdade não é só para as mulheres, mas para todos que de alguma forma se sentem excluídos do meio social, é isso que os jovens devem saber e esse respeito deve ser natural, deve ser cultura.
Entretanto é difícil incumbir ao jovem tamanha responsabilidade, se é justamente o contrário que é mostrado de forma disfarçada pelas mídias. Essa tem o verdadeiro poder de influenciar o cidadão.
Alguns dias atrás, um jornal televisivo – não é preciso dizer nomes, mas quem viu a notícia, saberá – fez uma matéria sobre a administração dos gastos de uma família. Repórter com muito humor, simpática com os entrevistados, mas mostrou uma realidade que não é a única. Ou seja, um casal em que a mulher é a que gasta sem pensar e o homem é o que segura e gasta no que é necessário.
Analisando de forma bem crítica a reportagem, ouso dizer que essa nem reportagem era. Apenas mostrava uma entrevista com um casal e, no final, a entrevista com um economista, porém, esse não falou nada de útil para se diminuir os gastos. As conversas entre a reportagem e os personagens eram rasas e descontraídas, como  se fosse uma conversa de amigos.
Mas aqui o que nos interessa é dizer que a reportagem, mesmo disfarçando com brincadeiras de descontração, deixou clara um posição de machismo, rebaixando a mulher como alguém incapaz de administrar as contas e isso sendo o papel do homem da casa.
Ou seja, a mulher gasta com futilidades, enquanto o homem trabalha para pagar as contas. Voltamos no tempo, essa matéria é um retrocesso anulando tudo o que as mulheres já conquistaram e toda luta percorrida.
Após essa reportagem, o jornal seguiu com diversas matérias sobre futilidades e, muitas das quais, direcionadas a mulher. Como a “notícia” sobre as ideias de lustre para sua sala de jantar.
Então, a mídia influencia a opinião pública e essa influência ocorre dependendo do interesse do veículo de comunicação. Por exemplo, o jornal citado a cima passa num horário especifico da semana, a partir disso, ele sabe qual é seu público alvo.
Através disso, o jornal sabe qual é o tipo de matéria que ele precisa passar, sabe o que vai atrair seu público alvo.

Logo, isso ocorre unicamente por um interesse em números que representam seu público. Porém, matérias como essa são extremamente influenciadoras no tipo de sociedade em que vivemos hoje. Uma sociedade que não vê problemas em reportagens como essa citada no texto.
Mulheres têm poder

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