terça-feira, 15 de novembro de 2016

O jornalismo na era do Youtube


Por Luiz Guilherme R Bernardo
A forma já consolidada de se fazer notícia hoje se vê em cheque em relação às redes sociais e os novos meios de comunicação. As novas tecnologias advindas da revolução digital mudaram drasticamente a forma em que as notícias e os produtos culturais são recepcionados.
A antiga e extensa redação dos meios de comunicação se reduziu notadamente, norteadas justamente pelas novas rotinas das pessoas acostumadas com as novas tecnologias (ex: computadores, celulares e tablets)  e como elas consomem as notícias e os produtos ofertados por elas.
Hoje qualquer pessoa tem a possibilidade de criar e divulgar informações na web, independente da idade, da experiências e dos conhecimentos práticos. Uma postagem ou publicação despretensiosa pode ter um alcance antes nunca imaginado, e só conseguido pelas grandes mídias. 
A produção elaborada e sem erros já não é tão necessária na visão deste receptor com novos hábitos. O entretenimento se tornou uma das maiores vertentes da comunicação contemporânea, e uma das que mais geram lucros.
Hoje, um brasileiro, tem o segundo maior canal no youtube no mundo. Um nordestino irreverente, de vida simples, conseguiu, com apenas uma câmera e boas idéias, se tornar um dos maiores formadores de opinião do Brasil.

As mídias tradicionais, observando este fenômeno, sentiram-se na obrigação de se adequar aos novos gostos dos receptores modernos. Observa-se, que até os jornais televisivos, com características consolidadas há anos, estão tentando adaptar-se. Tenta-se criar uma conversa direta e pessoal, assim como se faz no youtube pelos novos ídolos midiáticos. Além disso, por meio do gatewatcher, as mídias tradicionais incorporam estes novos símbolos. Até mesmo a qualidade da imagem não se faz tão necessária como antes. Os repórteres entram ao vivo com péssimas imagens em sua qualidade, parecendo não mais se importar com a qualidade técnica a ser transmitida, mas sim, a mensagem e a forma a qual é passada.

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